CIRURGIA GINECOLÓGICA 

HISTEROSCOPIA

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A histeroscopia é indicada nos casos de suspeita de patologias do endométrio pois possibilita a visibilização de toda a cavidade endometrial e propicia biopsia dirigida ou retirada de lesões focais.


A histeroscopia apresenta algumas vantagens em relação à curetagem uterina: tem maior acurácia no diagnóstico e tratamento das lesões focais como pólipos e pequenos miomas. Miomas maiores, com grande componente submucoso, são abordados através da histeroscopia cirúrgica com uso de alças de ressecção.


A histeroscopia também é muito utilizada para retirada de dispositivos intra uterinos (DIU) perdidos dentro da cavidade uterina.


A histeroscopia também é utilizada para diagnóstico de anomalias müllerianas que consistem no defeito do desenvolvimento ou fusão dos ductos Müllerianos , que resultará em anomalia congênita nos órgãos por eles derivados: tubas uterinas, útero e terço superior da vagina, neste caso a utilização de exames de imagem como a histerossalpingografia e a ressonância nuclear magnética de pelve devem servir para diagnóstico mais preciso da anomalia.

HISTEROSCOPIA E ADENOMIOSE

A Adenomiose trata-se de doença benigna que se caracteriza pela presença de células endometriais no interior do miométrio.
A Adenomiose pode se manifestar por dismenorreia, infertilidade sangramento uterino anormal e aumento volumétrico do útero.
A ablação endometrial histeroscópica pode ser indicada em pacientes com adenomiose superficial pois a ressecção do endométrio pode levar a melhora do padrão menstrual em cerca de 35% das pacientes com adenomiose, porem este procedimento não deve ser realizado em pacientes com desejo de gestação.

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HISTEROSCOPIA NO TRATAMENTO DE PÓLIPOS ENDOMETRIAIS

O pólipo endometrial é uma formação localizada na cavidade endometrial, composto por glândulas, estroma e vasos. Os pólipos podem ser únicos ou múltiplos e podem variar em tamanho, desde poucos milímetros a vários centímetros; em 3% dos casos podem apresentar atipias e malignidade. Os pólipos são mais freqüentes em mulheres na peri- e pós-menopausa, com um pico de incidência em torno dos 40 a 50 anos de idade.


O principal sintoma associado à presença de pólipos endometriais, tanto em pacientes na pré-como na pós-menopausa é o sangramento uterino anormal e sangramento irregular.


O pólipo endometrial não é considerado fator de risco para carcinoma de endométrio, porem as taxas de malignização dos pólipos endometriais podem chegar a 2 – 4%.


A histeroscopia cirúrgica é um método seguro e eficaz no tratamento dos pólipos endometriais. A polipectomia histeroscópica retira todo o pólipo com sua base, o risco de recorrência dos pólipos endometriais é esperado devido a presença de atividade proliferativa anormal ou hiperplasia. Os pólipos endometriais em pacientes sintomáticas (sangramento e infertilidade) devem ser removidos.

HISTEROSCOPIA NO TRATAMENTO DE MIOMAS SUBMUCOSOS

Os mioma uterinos são os tumores benignos mais freqüentes da pelves feminina, podendo alcançar 50 a 70% das mulheres na peri menopausa, quando ocupam o interior da cavidade uterina são chamados submucosos.


Os principais sintomas dos miomas submucosos são: infertilidade, dismenorreia, dor pélvica e sangramento uterino anormal.


O tratamento cirúrgico dos miomas submucosos depende de fatores como: idade, desejo reprodutivo, número e localização dos miomas.


A utilização de técnicas minimamente invasivas como a histeroscopia no tratamento dos miomas principalmente pela baixa taxa de morbi-letalidade do método e do rápido retorno às suas atividades.