Consulta e exame ginecológico

O diagnóstico começa pela história: padrão menstrual, dor, sintomas compressivos, gestações, desejo reprodutivo, tratamentos prévios e impacto na qualidade de vida. O exame pode identificar aumento ou irregularidade do útero, mas não substitui a imagem.

Ultrassonografia

A ultrassonografia transvaginal oferece boa resolução para útero e endométrio e é a primeira escolha na maioria dos casos. A via abdominal complementa a avaliação de úteros muito aumentados ou nódulos que ultrapassam a pelve. O laudo deve descrever dimensões, localização e classificação FIGO; ultrassom com infusão salina pode detalhar a cavidade em situações selecionadas.

Ressonância magnética

A ressonância fornece mapeamento detalhado do número, volume, localização, vascularização e características teciduais. É particularmente útil em úteros volumosos, múltiplos miomas, dúvida diagnóstica e planejamento de cirurgia complexa, embolização ou ablação. Não é obrigatória para toda paciente.

Histeroscopia

Quando a história sugere mioma submucoso ou alteração endometrial, a histeroscopia permite visualizar diretamente a cavidade. Pode ser diagnóstica e, em casos apropriados, terapêutica. A indicação considera sangramento, ultrassom, idade, fatores de risco endometrial e planejamento cirúrgico.

Exames de sangue

Hemograma avalia anemia; ferritina e outros marcadores de ferro ajudam a reconhecer deficiência mesmo antes de queda importante da hemoglobina. Teste de gravidez, função tireoidiana, coagulação ou outros exames são solicitados quando a história indicar. Não existe marcador sanguíneo que confirme mioma.

Biópsia do endométrio

A biópsia não diagnostica o mioma, pois coleta o revestimento interno do útero. Ela pode ser necessária para investigar sangramento anormal, sobretudo conforme idade, padrão de sangramento e fatores de risco para doença endometrial. A decisão é individualizada.

AUTORIA E REVISÃO MÉDICA

Dr. Rogério Tadeu Felizi

Médico ginecologista especialista no diagnóstico e tratamento de miomas uterinos. CRM-SP 109.778 · RQE 108856 · TEGO 0471/2006 · Mestre em Ciências da Saúde · Título SOBRACIL · Habilitação em cirurgia robótica.

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Referências científicas

  1. ACOG Practice Bulletin 228 — Management of Symptomatic Uterine Leiomyomas
  2. FIGO Best Practice Guidance — Medical treatment of fibroids
  3. NICE NG88 — Heavy menstrual bleeding: recommendations
  4. FIGO leiomyoma subclassification system

Publicado em 9 de agosto de 2026 · Última revisão médica: 13 de agosto de 2026. Seleção baseada em diretrizes, revisões e estudos indexados. O autor declara não possuir conflito de interesse comercial relacionado a este conteúdo.